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Mostrando postagens de maio, 2026

Bar do Momo: comer, beber, trocar ideia… e viver o botequim carioca

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A mais recente parada do Bartrimonnio Carioca nos levou ao tradicional Bar do Momo, na Tijuca, onde fomos recebidos pelo proprietário Toninho, figura que traduz muito do espírito botequeiro carioca: humildade, proximidade e respeito por todos que cruzam a porta (ou ocupam as calçadas) do seu estabelecimento. Logo de início, Toninho fez questão de deixar claro um princípio que carrega consigo: todos os clientes têm importância. Do frequentador que entra apenas para comprar um cigarro avulso até quem consome em abundância, cada pessoa ajuda a manter o bar vivo. Talvez seja justamente essa visão que explique por que o Momo cresce a cada ano, avançando loja após loja e ficando perto de dominar a esquina da Rua Uruguai com a Rua General Espírito Santo Cardoso. À mesa, o espetáculo veio em forma de petiscos. O tradicional bolovo de bacalhau mostrou por que virou marca registrada da casa. Vieram também os saborosos bolinhos de arroz e o impressionante Farol de Milha: carne assada mergulhada e...

Bar Varnhagen: memória, bolinhos e o mistério da pipa sem papel

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O Bartrimonnio Carioca cumpriu mais um importante capítulo de sua caminhada botequeira ao visitar o tradicional Bar Varnhagen, um verdadeiro boteco raiz da Tijuca, sem firulas gourmetizadas e tocado com enorme carinho pelos irmãos Cidália e Antonio. Na mesa, embora com ótimas opções de almoço, o grupo optou por petiscar os excelentes pastéis de porco e carne, além dos também excelentes bolinhos de feijoada, de bacalhau e de carne, daqueles que ajudam a explicar porque certos bares atravessam gerações. Mas talvez o grande prato do dia tenha sido mesmo a conversa com dona Cidália, que contou a emocionante história do bar, misturada à trajetória de sua própria família. Tudo começou com o tio-avô, fundador do estabelecimento, que chamou o pai de Cidália ainda adolescente lá em Portugal, enviando uma carta de trabalho para viabilizar sua vinda ao Brasil. Solteiro, ele topou o desafio e passou a trabalhar e morar no próprio bar, dormindo num colchonete improvisado pelos cantos da casa. Depoi...

Bartrimonnio sem fronteiras: Belo Horizonte na mira (e no copo)

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Se tem uma coisa que o Bartrimonnio Carioca sabe fazer bem é arrumar desculpa pra viajar. Dessa vez a desculpa tinha nome, sobrenome e sotaque mineiro. Uma turma animada saiu do RJ rumo a Belo Horizonte, sob a batuta do Mosquito, belo-horizontino de origem e tijucano por adoção (ou seja, o guia perfeito: conhece os caminhos e também os atalhos etílicos). Dia 01 começou já mostrando a que veio: parada no tradicionalíssimo Bar do Bola, lá no bairro Padre Eustáquio. Um clássico com mais de 60 anos, daqueles que ostentam com orgulho a plaquinha “Bares com Alma”, tipo um patrimônio afetivo da cidade. E com razão: a estufa era um convite ao exagero. A almôndega, suculenta de fazer respeito, e a famosa “prexeca” (sim, o nome é esse mesmo, e não decepciona) arrancaram elogios e risadas na mesma medida. Pra fechar a noite, descemos, ou subimos (no meio de tanta ladeira em BH a gente se perde) pro subsolo/térreo do Mercado Novo, onde o chope encontrou companhia nas fermentações caprichadas do La...

Entre Chopes, Histórias e Austriacos Escondidos: Bartrimonnio invade o Bar Brasil!

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Uma tarde daquelas que fazem jus ao nome do grupo. O Bartrimonnio Carioca aportou no tradicional Bar Brasil e foi recebido como manda o figurino: chope bem tirado, no padrão, com colarinho respeitando a liturgia, e petiscos que não deixam dúvida, como o joelho de porco, croquetes e as clássicas salsichas alemãs, que deram o tom da confraria. Mas como de praxe, não foi só de comida e bebida que se fez a visita. Veio também um verdadeiro mergulho na história do lugar. Antes de ser Bar Brasil, o templo se chamava Zepelin, fundado em 1907 por dois austríacos cujos nomes se perderam na espuma do tempo (e talvez de alguns chopes). Depois vieram Franz e Mike, esses já figuras conhecidas do pai do atual proprietário, o Gustavo. No meio dessa linhagem, também brilhou Dona Gertrudes, peça importante na engrenagem da casa. Com a Segunda Guerra Mundial, tudo que remetia à Alemanha virou alvo, e o Zepelin acabou rebatizado como Bar Brasil. A revolta estudantil mirava mais o então Adolph (que virou ...