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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Bar Lagoa: histórias, chopes e o mistério da placa desaparecida

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Num domingo chuvoso de pré-carnaval carioca, o grupo do Bartrimonnio Carioca acabou mudando o rumo, e o balcão. A ideia inicial era visitar o Bar Urca, mas a chuva tratou de inviabilizar a tradicional cerveja na mureta. Com o tempo fechado, a escolha foi óbvia e certeira: Bar Lagoa. Logo na chegada, a primeira surpresa (e não das boas): a ausência da placa de Patrimônio Cultural Carioca. O espanto aumentou quando descobrimos que, além de não estar afixada, nenhum funcionário, novo ou antigo, tinha qualquer lembrança de a placa um dia ter existido ali. A estranheza foi tamanha que chegamos a questionar se não havíamos errado na listagem dos bares do circuito Botequins. Esta dúvida foi rapidamente sanada: o Decreto Municipal nº 34.869/2011, da Prefeitura do Rio de Janeiro, concedeu oficialmente essa honraria ao Bar Lagoa. Por que a placa nunca apareceu? Ninguém soube explicar. Fica o mistério, que pretendemos tentar desvendar oportunamente junto ao IRPH. Ainda nos primeiros momentos da v...

Bar Ocidental: sardinhas, chope e memória viva no Centro do Rio

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Depois do Botequim do Joia, o grupo seguiu a pé por algumas quadras até o Bar Ocidental, destino obrigatório de qualquer roteiro etílico-cultural pelo Centro do Rio. Ali nasceu a tradição que hoje consagrou o Beco das Sardinhas, espaço onde o tempo passa mais devagar e o chope, mais rápido. Entre cervejas e chopes muito bem tirados na clássica chopeira a gelo, não poderia faltar o ritual básico da casa: sardinhas inteiras, bolinhos de sardinha e a indefectível maionese da casa, daqueles acompanhamentos que parecem simples, mas carregam décadas de ajuste fino. A conversa com seu Jorge foi um capítulo à parte. Firme em seu posto de trabalho, sem arredar o pé, demonstrou um profissionalismo raro e quase comovente. Mesmo com a casa hoje informatizada, ele não abre mão do seu método tradicional de controle: uma tábua de madeira, com retângulos desenhados representando cada mesa numerada. No futebol, seria a prancheta raiz do Joel Santana, aqui aplicada com maestria boêmia. Entre um pedido e...

Botequim do Joia - uma joia encravada no caos urbano

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A ida até o Botequim do Joia infelizmente começa com uma certa decepção. A apenas duas quadras dos trilhos do moderno VLT do Rio de Janeiro, o entorno escancara o abandono do centro da cidade: uma região tomada por decrépitos, cenário que infelizmente não dá pra fingir que não existe. Alô, Prefeitura do Rio! Mas basta atravessar essa barreira urbana para o clima mudar completamente. Ao chegar ao Joia, o contraste é imediato. Um botequim clássico, de ambiente acolhedor e decoração impecável, daqueles que abraçam a gente. Rolava um samba ao vivo simplesmente sensacional, comida excelente e honesta. O paio com feijão fez a alegria geral, e o chope IPA artesanal, gelado e muito bem tirado, coroou a experiência. Ficamos sabendo que o samba de chama "samba do aposentado", e que a casa faz diversos eventos musicais para esse público, tendo o "bolero do aposentado" e também o genial "choro do aposentado", num belo duplo sentido. Como o espaço é pequeno e não havia...