Entre o botequim e a tradição: uma visita extraordinária ao Adegão Português
A visita ao Adegão Português foi classificada como extraordinária, ainda que paire uma dúvida quase filosófica: afinal, estamos diante de um botequim ou de um legítimo negócio tradicional? No site da prefeitura, ele figura no circuito dos botequins; na própria placa de Patrimônio Carioca, assume-se como parte dos negócios tradicionais. Cá entre nós, a experiência resolve a questão: trata-se, sem rodeios, de um ótimo restaurante e não de um botequim. A casa impressiona logo de saída pelo ambiente muito bem decorado, daqueles que misturam elegância com memória, convidando o cliente a permanecer mais do que o planejado. O atendimento, por sua vez, foi um capítulo à parte. Fomos conduzidos pelo garçom Araujo, de uma atenção rara: não apenas preciso nos pedidos, mas vigilante no melhor sentido, daqueles que antecipam necessidades. Um garfo caiu ao chão e, em questão de segundos, outro já estava à mesa. Profissional exemplar. Foi Araujo quem nos apresentou ao personagem mais marcante da visi...