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Mistério resolvido: a placa do Bar Lagoa existiu, sim!

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Na nossa visita ao Bar Lagoa, um detalhe chamou a atenção: a ausência da tradicional placa azul redonda que identifica os estabelecimentos reconhecidos como Patrimônio Cultural Carioca, conforme relatamos no texto  Bar Lagoa: histórias, chopes e o mistério da placa desaparecida . O mistério aumentou quando nenhum funcionário da casa, nem mesmo os mais antigos, se lembrava de o bar ter exibido essa placa em algum momento. Como o Bar Lagoa recebeu esse reconhecimento por decreto em 2011, há 15 anos, fomos buscar uma resposta junto ao nosso contato no IRPH (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade), órgão da Prefeitura responsável pela preservação desse patrimônio. E foi aí que o mistério chegou ao fim. Fabrício Iorio "matou a cobra e mostrou a placa", apresentando registros fotográficos comprovando que a placa foi, de fato, instalada no Bar Lagoa em 2011. Ou seja, a Prefeitura cumpriu seu papel. Em algum momento, provavelmente durante uma reforma ou pintura, a placa foi retirada ...

Bar Urca: muito além da mureta mais famosa do Rio

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Nossa visita ao Bar Urca começou antes mesmo de chegarmos ao botequim. Na tradicional pré-visita do Bartrimonnio Carioca, fizemos uma parada na feira da Praça Tenente Gil Guilherme, uma das boas surpresas do bairro da Urca. Além da excelente feira livre, o local abriga uma animada roda de samba e chorinho que, por si só, já valeria o passeio. Desde o primeiro contato, o Bar Urca mostrou por que é uma referência não apenas na gastronomia, mas também na forma de receber seus visitantes. Ao manifestarmos nosso interesse em conhecer a casa, fomos prontamente recebidos com boas-vindas e orientados a procurar a gerente Camila, que seria nossa anfitriã. Organização exemplar. Já no local, Camila nos recebeu com enorme simpatia e conduziu uma verdadeira aula sobre a história e as particularidades da casa. Conhecemos os dois universos que convivem no mesmo endereço: o bar, no térreo, com seu atendimento simples e eficiente, onde os clientes retiram suas fichas no caixa e atravessam a rua para ap...

Bar do Momo: comer, beber, trocar ideia… e viver o botequim carioca

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A mais recente parada do Bartrimonnio Carioca nos levou ao tradicional Bar do Momo, na Tijuca, onde fomos recebidos pelo proprietário Toninho, figura que traduz muito do espírito botequeiro carioca: humildade, proximidade e respeito por todos que cruzam a porta (ou ocupam as calçadas) do seu estabelecimento. Logo de início, Toninho fez questão de deixar claro um princípio que carrega consigo: todos os clientes têm importância. Do frequentador que entra apenas para comprar um cigarro avulso até quem consome em abundância, cada pessoa ajuda a manter o bar vivo. Talvez seja justamente essa visão que explique por que o Momo cresce a cada ano, avançando loja após loja e ficando perto de dominar a esquina da Rua Uruguai com a Rua General Espírito Santo Cardoso. À mesa, o espetáculo veio em forma de petiscos. O tradicional bolovo de bacalhau mostrou por que virou marca registrada da casa. Vieram também os saborosos bolinhos de arroz e o impressionante Farol de Milha: carne assada mergulhada e...

Bar Varnhagen: memória, bolinhos e o mistério da pipa sem papel

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O Bartrimonnio Carioca cumpriu mais um importante capítulo de sua caminhada botequeira ao visitar o tradicional Bar Varnhagen, um verdadeiro boteco raiz da Tijuca, sem firulas gourmetizadas e tocado com enorme carinho pelos irmãos Cidália e Antonio. Na mesa, embora com ótimas opções de almoço, o grupo optou por petiscar os excelentes pastéis de porco e carne, além dos também excelentes bolinhos de feijoada, de bacalhau e de carne, daqueles que ajudam a explicar porque certos bares atravessam gerações. Mas talvez o grande prato do dia tenha sido mesmo a conversa com dona Cidália, que contou a emocionante história do bar, misturada à trajetória de sua própria família. Tudo começou com o tio-avô, fundador do estabelecimento, que chamou o pai de Cidália ainda adolescente lá em Portugal, enviando uma carta de trabalho para viabilizar sua vinda ao Brasil. Solteiro, ele topou o desafio e passou a trabalhar e morar no próprio bar, dormindo num colchonete improvisado pelos cantos da casa. Depoi...

Bartrimonnio sem fronteiras: Belo Horizonte na mira (e no copo)

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Se tem uma coisa que o Bartrimonnio Carioca sabe fazer bem é arrumar desculpa pra viajar. Dessa vez a desculpa tinha nome, sobrenome e sotaque mineiro. Uma turma animada saiu do RJ rumo a Belo Horizonte, sob a batuta do Mosquito, belo-horizontino de origem e tijucano por adoção (ou seja, o guia perfeito: conhece os caminhos e também os atalhos etílicos). Dia 01 começou já mostrando a que veio: parada no tradicionalíssimo Bar do Bola, lá no bairro Padre Eustáquio. Um clássico com mais de 60 anos, daqueles que ostentam com orgulho a plaquinha “Bares com Alma”, tipo um patrimônio afetivo da cidade. E com razão: a estufa era um convite ao exagero. A almôndega, suculenta de fazer respeito, e a famosa “prexeca” (sim, o nome é esse mesmo, e não decepciona) arrancaram elogios e risadas na mesma medida. Pra fechar a noite, descemos, ou subimos (no meio de tanta ladeira em BH a gente se perde) pro subsolo/térreo do Mercado Novo, onde o chope encontrou companhia nas fermentações caprichadas do La...

Entre Chopes, Histórias e Austriacos Escondidos: Bartrimonnio invade o Bar Brasil!

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Uma tarde daquelas que fazem jus ao nome do grupo. O Bartrimonnio Carioca aportou no tradicional Bar Brasil e foi recebido como manda o figurino: chope bem tirado, no padrão, com colarinho respeitando a liturgia, e petiscos que não deixam dúvida, como o joelho de porco, croquetes e as clássicas salsichas alemãs, que deram o tom da confraria. Mas como de praxe, não foi só de comida e bebida que se fez a visita. Veio também um verdadeiro mergulho na história do lugar. Antes de ser Bar Brasil, o templo se chamava Zepelin, fundado em 1907 por dois austríacos cujos nomes se perderam na espuma do tempo (e talvez de alguns chopes). Depois vieram Franz e Mike, esses já figuras conhecidas do pai do atual proprietário, o Gustavo. No meio dessa linhagem, também brilhou Dona Gertrudes, peça importante na engrenagem da casa. Com a Segunda Guerra Mundial, tudo que remetia à Alemanha virou alvo, e o Zepelin acabou rebatizado como Bar Brasil. A revolta estudantil mirava mais o então Adolph (que virou ...

Entre o botequim e a tradição: uma visita extraordinária ao Adegão Português

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A visita ao Adegão Português foi classificada como extraordinária, ainda que paire uma dúvida quase filosófica: afinal, estamos diante de um botequim ou de um legítimo negócio tradicional? No site da prefeitura, ele figura no circuito dos botequins; na própria placa de Patrimônio Carioca, assume-se como parte dos negócios tradicionais. Cá entre nós, a experiência resolve a questão: trata-se, sem rodeios, de um ótimo restaurante e não de um botequim. A casa impressiona logo de saída pelo ambiente muito bem decorado, daqueles que misturam elegância com memória, convidando o cliente a permanecer mais do que o planejado. O atendimento, por sua vez, foi um capítulo à parte. Fomos conduzidos pelo garçom Araujo, de uma atenção rara: não apenas preciso nos pedidos, mas vigilante no melhor sentido, daqueles que antecipam necessidades. Um garfo caiu ao chão e, em questão de segundos, outro já estava à mesa. Profissional exemplar. Foi Araujo quem nos apresentou ao personagem mais marcante da visi...