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Mostrando postagens de agosto, 2025

Bartrimônnio Carioca na Casa Paladino: tradição viva desde 1906

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O Bartrimônnio Carioca segue firme em sua missão de visitar todos os bares considerados patrimônio cultural do circuito botequins do Rio. A parada da vez foi na lendária Casa Paladino, aberta em 1906 e que guarda até hoje a memória viva da transição de armazém para botequim, sem nunca deixar de vender produtos típicos de armazém. Desta vez fomos em um grupo numeroso, abrilhantado por nobres convidados, dentre eles o Viajante Cervejeiro , que trouxe sua simpatia e conhecimento etílico para engrandecer o encontro. Fomos atendidos com destreza pelo garçom Arlindo e, mais tarde, pelo garçom Genilson. Mas quem realmente acolheu nossa confraria para a conversa foi o Gerente Antônio, funcionário da casa desde os 16 anos de idade, quando chegou do Ceará para o Rio de Janeiro. Com carinho e orgulho, ele compartilhou sua história: ali aprendeu a trabalhar, concluiu seus estudos e sempre contou com o apoio do saudoso Sr. Modesto, seu primeiro patrão. Antônio nos contou que encontra motivação diár...

Samba, memórias e reencontro no Armazém Senado

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Depois de uma pequena pausa nas “férias” de julho, o Bartrimonnio Carioca se reencontrou em peso no último sábado no Armazém Senado, um dos bares mais tradicionais do Rio, aberto em 1907. Como tantos antigos armazéns, com a chegada dos supermercados, ele precisou se reinventar como botequim, mas ainda hoje conserva alguns artigos de armazém em suas prateleiras, testemunho vivo da memória carioca. Quem nos recebeu foi o Henrique, sócio da casa desde 1985. Atencioso e sempre simpático, conversou conosco no balcão sem largar o trabalho por um instante, num retrato perfeito do espírito hospitaleiro e incansável dos botequins. O Armazém encontrou no samba sua maior força. Já teve espaço para vários estilos musicais, do jazz ao forró, mas foi a batucada que fez história e atraiu multidões. Grandes nomes, como Walter Alfaiate e Moacyr Luz já passaram por ali, deixando lembranças marcantes. Hoje, a roda segue viva, mantendo acesa essa chama que o bar escolheu como identidade. Henrique contou q...

Bartrimonnio Carioca no IRPH — papo de patrimônio e boteco

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O encontro estava marcado com o simpático Fabricio Iorio, mas, como a vida é cheia de viradas de mesa, no dia ele foi chamado para um compromisso de última hora. Quem nos recebeu foi Juliana Oakim, gerente de Proteção, Cadastro e Pesquisa do IRPH — e que presença! Arquiteta e historiadora, Juliana abriu o baú de memórias e nos levou a uma viagem desde os anos 1990, quando se iniciou o Cadastro de Patrimônios Históricos (que culminou naquelas placas azuis que a gente adora fotografar). Depois vieram os anos 2010 e o Circuito Botequins, que mais tarde se expandiu para outros negócios tradicionais. No meio do caminho, parcerias com o Sebrae, desafios, vitórias… tudo contado com brilho nos olhos. Ela nos contou que o Circuito Botequins começou com uma preocupação bem prática: os bares estavam fechando. Muitos, com décadas de história, não resistiam à crise. A ideia inicial era simples — reconhecer esses estabelecimentos como parte do Patrimônio Cultural Carioca para valorizar, atrair públi...