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Mostrando postagens de setembro, 2026

Bar Opus: onde um olhar pede chope e 58 anos de história chegam à mesa

Depois de uma primeira tentativa adiada pelos ventos do Rio, finalmente chegou o dia de o Bartrimonnio Carioca desembarcar no Bar Opus. E se existe uma palavra que combina com o Opus, talvez seja harmonia. Harmonia entre os frequentadores, que se conhecem e se cumprimentam como velhos amigos. E, principalmente, harmonia entre o cliente e o chope, numa relação tão bem estabelecida que nem é preciso pedir. No Opus, o tirador de chope é o Cabeça. E a chopeira, toda revestida de gelo, já está ali há cerca de 40 anos, testemunhando a história da casa. O ritual é quase telepático: o copo começa a esvaziar, o cliente olha para o Cabeça, o Cabeça olha de volta... e pronto. Um novo chope aparece. Sem pedido, sem aceno, sem aplicativo. Apenas a experiência de quem conhece o balcão. Mas há uma exigência: chope tem que vir perfeito. Nada de bolinha, nada de sujeira. A limpeza é impecável e o cuidado com o serviço é daqueles que explicam por que uma casa consegue atravessar décadas mantendo sua fre...

Casa Clipper — um patrimônio de 80 anos com alma rubro-negra

A visita à Casa Clipper, uma das caçulinhas entre os estabelecimentos reconhecidos como Patrimônio Cultural Carioca, revelou uma curiosa contradição: embora o título seja recente, a casa está longe de ser novata. Fundada em 1945 por imigrantes portugueses, acumula mais de oito décadas de história e faz parte da tradição boêmia do antigo Leblon. Quem chega hoje talvez nem imagine que aquele ambiente de aparência moderna seja um bar octogenário. Não tem exatamente a cara de um boteco dos anos 1940, mas é. E talvez esteja justamente aí uma parte do charme da Casa Clipper: atravessou gerações sem precisar ficar congelada no tempo. A primeira ironia da visita apareceu logo na recepção. Estamos falando de um tradicional reduto de flamenguistas, mas quem nos recebeu foi um botafoguense com nome de goleador: Túlio. E, como entoavam os botafoguenses nos anos 1990, podemos dizer: Túlio Maravilha, nós gostamos de você! Mesmo a contragosto, nosso anfitrião falou sobre a forte identificação da casa...

No Bracarense, o chope veio fácil. As histórias, nem tanto.

A primeira interação do Bartrimonnio Carioca com o Bracarense não poderia ter sido menos promissora.: no contato prévio pelo Instagram, apresentamos o propósito da visita: conhecer um pouco das histórias do bar, entender o que o tornou tão especial e, se possível, conversar alguns minutos com alguém da casa que pudesse compartilhar essas memórias conosco. A resposta veio curta, seca e objetiva: “Não trabalhamos com reservas.” Bom… reserva não era exatamente o que estávamos pedindo. Mas tudo bem. O Bartrimonnio não desiste fácil. Mesmo com esse banho de água fria, mantivemos a visita e, na chegada, encontramos o Bracarense lotado. Foi preciso conquistar território aos poucos: primeiro um espaço no balcão, depois uma mesa bistrô, em pé mesmo na calçada. E, se a recepção institucional não tinha sido das mais calorosas, pelo menos o chope tratou de melhorar o ambiente. E que chope! Os sanduíches de pernil e de carne assada também não deixaram por menos. Impecáveis. Na conversa com alguns f...