Empadas, chope e boas coincidências: o Bartrimonnio no Salete

No dia 17/12/2025, o Grupo Bartrimonnio Carioca fez sua visita ao tradicional Restaurante Salete, na Tijuca, patrimônio cultural carioca reconhecido desde 2012 e, convenhamos, famoso por um motivo muito específico: as célebres empadinhas.

O encontro também marcou o encerramento oficial do ano do grupo, que agora entra em recesso estratégico, voltando às atividades apenas em janeiro de 2026.

Logo de cara, uma coincidência simpática: fomos atendidos pelo Ângelo, o mesmo garçom que havia nos servido em janeiro de 2025 no Bar do Bode Cheiroso. Agora trabalhando no Salete, provou que o mundo botequeiro dá voltas, e boas voltas.

O salão principal chamou a atenção pela decoração muito bonita, com seus tradicionais azulejos azuis e brancos, a Santa de La Salete (que dá nome ao estabelecimento) em posição de destaque e o quadro do fundador, Sr. Manolo, ajudando a compor aquele clima clássico que a gente espera (e gosta) de encontrar. Além do salão histórico, o Salete conta ainda com um anexo mais moderno, que amplia o espaço sem descaracterizar o conjunto, grande acerto da casa.

As empadas fizeram jus à fama: camarão, costela com agrião e até as “comuns” de frango, todas impecáveis. As de carne moída constam no cardápio, mas dessa vez ficaram só na promessa. Outro destaque foi o gurjão de frango, simples, crocante, bem feito e muito bem acompanhado de molho rosé. O chope, bem tirado, veio de duas chopeiras, uma elétrica e outra refrigerada a gelo, o que rendeu brincadeiras, apostas informais e debates profundos sobre qual seria qual… e qual seria a melhor.

O único ponto que ficou devendo foi a ausência daquele papo clássico com alguém da casa que conhecesse a história do lugar e tivesse causos para contar. Os funcionários presentes pareciam todos novos por ali e, infelizmente, sem muitas curiosidades para compartilhar. Falando em curiosidades e coincidências,  algo parecido já havia acontecido no Belmonte, outro templo famoso pelas empadas. Fica então a dúvida que o Bartrimonnio lança ao universo botequeiro: será que existe alguma relação mística entre empadas excelentes e a falta de alguém para contar boas histórias? Seguimos investigando.

A célebre foto na placa de Patrimônio Cultural Carioca contou com participações especiais dos frequentadores que estavam sentados à mesa que fica abaixo de sua projeção. Eles pediram para participar e foram atendidos, afinal o grupo sempre recebe se braços abertos os apreciadores de um bom boteco!

No mais, missão cumprida: mais um ano fechado, bons encontros na conta e a certeza de que ano que vem tem mais.

Boas festas e até 2026!




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