Baixo Gago – cerveja gelada, boa comida, cultura e acolhimento

Em mais uma jornada do Bartrimonnio Carioca, os boêmios foram explorar o bairro de Laranjeiras.

Repetiu-se a bem-sucedida estratégia adotada na jornada pelo bairro do Flamengo, quando iniciou-se pelo Café Lamas para usufruir de seu salão com ar-condicionado como antídoto ao calor do verão carioca. Desta vez o ponto de encontro foi o bar Baixo Gago, que também conta com salão fechado climatizado.

Desde a chegada dos primeiros integrantes, o grupo foi muito bem recebido pelo garçom Sr. Aldenir, simpático e atencioso. Informou o código de conduta para os bebedores de cerveja em garrafas de 600ml: era só tirar a garrafa vazia da “camisinha” e colocá-la sobre a mesa que imediatamente ele substituiria por uma cheia e bem gelada. E assim foi durante toda a permanência no recinto.

O bar, muito conhecido por seus petiscos, levando a alcunha de “o rei dos petiscos”, não ofereceu dificuldades para os primeiros que chegaram irem tirando gosto. Bolinhos de feijoada, empadas e o arrumadinho do Baixo Gago, foram servidos rapidamente, enquanto aguardavam o prato principal: a rabada bovina. Excelente, por sinal, muito macia e saborosa, com a carne se soltando do osso por conta própria.

Com relação à pesquisa de campo sobre a história do bar e seu reconhecimento como patrimônio cultural carioca, antes mesmo de iniciarmos, a pesquisa veio até nós. A proprietária, sra. Cléa (filha do sr. José) com muita simpatia nos abordou na mesa, curiosa por nossas camisas e buscando entender do que se tratava o nosso grupo. Num bate-papo muito animado explicamos do que se trata o CIRCUITO BARTRIMONNIO CARIOCA - DESVENDANDO SEGREDOS e já emendamos com a pesquisa, onde tivemos a oportunidade de conhecer e vivenciar histórias interessantes, tais como:

- o imóvel onde fica o Baixo Gago, na Rua Gago Coutinho, 51, sempre foi um bar, desde os tempos das tabernas no período imperial brasileiro, quando o mar chegava próximo ao Largo do Machado;

- a tradição da mesa Uno começou há 25 anos, onde um grupo de amigos se reúne diariamente no local por pelo menos 363 dias no ano;

- o Baixo Gago esteve presente em 12 edições do Comida di Buteco e, segundo sua proprietária, continuará fazendo parte do renomado concurso;

- Há um sininho situado no caixa do estabelecimento. Segundo a Sra. Cléa, seu pai, Sr. José costuma acionar o sininho quando passa alguma mulher elegante pela rua, a fim de chamar a atenção dos participantes da mesa Uno. A Sra. Cléa prezando pela igualdade entre gêneros, se deu o direito de também tocar o sino para homens elegantes, e para elevar nosso astral, tocou o sino para nós! Isso é que é bondade!

- Por falar em bondade, durante a “entrevista” com ela, recebemos uma “meeira”, ou seja, uma cerveja de cortesia antes do fim, a tradicional “saideira”, que também rolou ao fim da visita;

- o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, gestor do patrimônio cultural carioca, localiza-se do outro lado da Rua Gago Coutinho, no número 52, e a mesa Uno foi o catalisador do reconhecimento do bar como patrimônio cultural da cidade. A partir de agora o Baixo Gago, além de Patrimônio, também é Bartrimonnio Cultural Carioca!





Presentes (ordem de chegada):

Fátima Mafra e Lucena

Aline, Hugo e Diogo Madeira

Antônio Velho

Mosquito e Nat Gonçalves

Débora, Gustavo e Gui Gui

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