Bar Opus: onde um olhar pede chope e 58 anos de história chegam à mesa
Depois de uma primeira tentativa adiada pelos ventos do Rio, finalmente chegou o dia de o Bartrimonnio Carioca desembarcar no Bar Opus. E se existe uma palavra que combina com o Opus, talvez seja harmonia. Harmonia entre os frequentadores, que se conhecem e se cumprimentam como velhos amigos. E, principalmente, harmonia entre o cliente e o chope, numa relação tão bem estabelecida que nem é preciso pedir. No Opus, o tirador de chope é o Cabeça. E a chopeira, toda revestida de gelo, já está ali há cerca de 40 anos, testemunhando a história da casa. O ritual é quase telepático: o copo começa a esvaziar, o cliente olha para o Cabeça, o Cabeça olha de volta... e pronto. Um novo chope aparece. Sem pedido, sem aceno, sem aplicativo. Apenas a experiência de quem conhece o balcão. Mas há uma exigência: chope tem que vir perfeito. Nada de bolinha, nada de sujeira. A limpeza é impecável e o cuidado com o serviço é daqueles que explicam por que uma casa consegue atravessar décadas mantendo sua fre...