Real Chopp: placas, pressões e tradições
Fechando com chave de ouro o roteiro de visitas no dia 8 de junho de 2025, o Grupo Bartrimônnio Carioca desembarcou no Real Chopp, em Copacabana, para saborear as delícias e mergulhar na história deste tradicional (porém menos conhecido) reduto da boemia carioca. Servido pelo garçom Eudes, o grupo teve a oportunidade de provar as iguarias icônicas da casa, como o famoso bolinho de carne, além dos itens da estufa que encantam os frequentadores: alho temperado, batata calabresa e moela. Tudo isso acompanhado, é claro, do chope geladíssimo que faz jus ao nome da casa — e, para quem preferiu algo mais leve, até suco de laranja (não por acaso, a casa começou como Real Sucos!).
O proprietário Sr. Hermínio mostrou simpatia de sobra, mesmo enquanto assistia ao jogo da Seleção de Portugal — que, para alegria dele e dos lusitanos presentes, venceu a Espanha nos pênaltis e conquistou a Copa Nações Europa. Em meio à vibração pela vitória, Sr. Hermínio brindou o grupo com uma rodada de chope, reforçando a hospitalidade que faz o Real Chopp ser tão querido.
Depois do jogo, o proprietário conversou animadamente com o grupo e revelou ser natural de Viseu, em Portugal. Quando o lembramos de que existe um clube português chamado Viseu no Rio de Janeiro, ele logo comentou que conhece o local, situado na Estrada Vicente de Carvalho.
Sr. Hermínio também contou com entusiasmo a saga para manter o nome Real Chopp. Ouvimos da boca dele a já lendária história: do antigo nome Real Sucos, rebatizado pelo boêmio Jaguar para Real Chopp, porém um vizinho — o Galeto Viva Flor — por interesses escusos registrou primeiramente o nome e tentou impedir Hermínio de usá-lo. Mas, felizmente, a Justiça deu ganho de causa ao Sr. Hermínio e garantiu a continuidade do uso dessa marca tão querida, a Real Chopp, embora o nome Real Sucos permaneça até hoje na razão social do estabelecimento.
Com a ajuda do funcionário Antônio, o grupo foi apresentado à icônica chopeira da casa, que impressiona com seus impressionantes 220 metros de serpentina, garantindo o chope sempre na temperatura ideal. Sr. Hermínio ainda sugeriu que fizéssemos uma “pesquisa de campo” com alguns clientes. A mesa de Dudu e Pelé da Mangueira foi unânime: exaltaram o chope, a comida e o atendimento de primeira do Real Chopp.
Animado, Sr. Hermínio presenteou o grupo com batidas de gengibre preparadas por ele mesmo — cuja receita é mantida em segredo absoluto. A batida, deliciosa, coroou a visita.
Sr. Hermínio mostrou ter muito orgulho de ver o Real Chopp reconhecido como patrimônio cultural carioca, além de ser destaque da Brahma como um dos melhores chopes da cidade. Tanto é que ele não se contenta com apenas uma placa azul de patrimônio cultural: exibe três, uma metálica e duas adesivas, com legítimo orgulho de quem sabe que merece.
Enquanto alguns estabelecimentos nem sequer possuem uma placa, o Real Chopp faz questão de ostentar três — e todas com muito merecimento. Uma visita memorável que reforçou o compromisso do grupo em valorizar e celebrar a história viva da boemia carioca. Parabéns ao Real Chopp e ao Sr. Hermínio por manter viva a chama da tradição!

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