Bar da Amendoeira: tradições, curiosidades e muito sabor em Maria da Graça

A mais recente expedição do grupo Bartrimônnio Carioca nos levou a um lugar cheio de alma: o Café e Bar Lisbela, conhecido por todos, na prática, como o Bar da Amendoeira, graças à frondosa árvore que dá sombra e nome afetivo ao ponto tradicional de Maria da Graça.


Desde a pré-visita, o carinho já estava no ar. O contato com a simpática Sra. Carine, proprietária da casa, foi acolhedor e animador. Ela nos indicou o anfitrião da noite: o Vagner, figura conhecedora da história do local, que compartilhou com entusiasmo detalhes e curiosidades do bar.


Fundados nos anos 60, o bar parece ter congelado o tempo, com seus azulejos azuis nas paredes, um grande balcão com estufa, vasos de plantas pelo salão e um charmoso cobogó dividindo o ambiente. O que poucos sabem é que o Café e Bar Lisbela tem raízes profundas no bairro. Antes de virar bar, o espaço funcionava como um armazém, e há três gerações está sob os cuidados da família de Carine, sendo passado do avô para o pai e posteriormente para ela, que mantém viva a tradição com orgulho e dedicação.


Quem nos atendeu com atenção e bom humor foi o Abraão, garantindo que tudo saísse perfeitamente à mesa. E que mesa! O destaque vai para o famoso (e folclórico) bolinho de carne, que o grupo pôde confirmar com gosto: feio, mas delicioso. E o angu à baiana conquistou de vez o paladar da turma — cremoso, bem temperado, um verdadeiro clássico de raiz.


Uma surpresa logo no início da visita foi a ausência da placa de Patrimônio Cultural Carioca na parede, o que causou um leve estranhamento. Mas tudo se apaziguou com um gesto afetuoso: a equipe trouxe a placa até a mesa, e ela passou a ser uma espécie de mascote do nosso encontro, desfilando entre fotos, petiscos e risadas.


Entre os causos contados por Vagner, conhecemos as peculiaridades técnicas e históricas do bar, como a antiga câmara fria ainda presente no local, e a impressionante chopeira da época da inauguração, com serpentina de 120 metros mergulhada em uma caixa de gelo (uma relíquia), garantindo que o chope continue saindo na temperatura ideal — uma verdadeira relíquia que segue em plena atividade.


A noite seguiu em ritmo de prosa boa e saudosismo. Tão boa que o grupo fechou as portas do bar junto com os funcionários, numa despedida que deixou claro: ali se respira memória, amizade e tradição.





Presentes:
Aline, Hugo e Diogo Madeira
Mosquito e Nat Gonçalves
Lucena e Fátima Mafra
Antonio Velho
Jane e Luciano Morateli
Gustavo Vilas Boas
Paula Souza e Juan

Dona Armênia

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